Bancos poluem mais que o Bitcoin?

De fato, a mineração Bitcoin (BTC) pode não ser a melhor coisa para o meio ambiente. Todavia, uma pesquisa lançada no “ The Guardian” apontou que os bancos britânicos financiam indústrias muito mais destrutivas. Essa poluição é equivalente aos países top 10 do mundo. 

De acordo com um estudo dos grupos ativistas Greenpeace e WWF, os bancos britânicos foram responsáveis por apoiar projetos que emitiram 805 milhões de toneladas de CO2 em 2019. Para referência, especialistas estimam que o Reino Unido gerou 455 milhões de toneladas métricas de CO2 durante esse período.

Não podemos deixar de apontar que o Reino Unido contribui significativamente para a mudança climática. Ele  está entre os 20 países mais poluidores, com 370 bilhões de toneladas métricas de CO2. 

Bancos estão envolvidos em caos climáticos

O relatório citado mostra alguns números alarmantes aos olhos daqueles que genuinamente se preocupam com o meio ambiente:

“Nos cinco anos desde o acordo de Paris, os 60 maiores bancos do mundo financiaram combustíveis fósseis no valor de $3,8 trilhões de dólares”.

O problema se estende além do Reino Unido. Conforme observado no relatório “Banking on Climate Chaos”, o investimento dos grandes bancos na exploração de combustíveis fósseis só tem aumentado. Os principais investidores nestas energias poluentes são JP Morgan, Citi, Wells Fargo e Bank of America, todos dos Estados Unidos.

Bitcoin e o meio ambiente

As discussões sobre questões ambientais estão presentes na esfera de criptoativos há anos. Todavia, foi em meados de maio deste ano (2021) que o ecossistema realmente pegou fogo, depois que Elon Musk, CEO da Tesla, anunciou que sua empresa deixaria de aceitar o BTC como meio de pagamento devido à sua forte dependência de energia suja.

O anúncio catalisou o pânico de muitos entusiastas do ativo digital, Como resultado, o BTC caiu cerca de 50% em poucos dias. O criptoativo saiu de sua alta histórica de US$65.000 para ser negociado a  US$30.000.

Em conjunto com este anúncio, Elon Musk revelou que estava trabalhando com desenvolvedores Dogecoin para melhorar o blockchain e torná-lo adequado para adoção global.

Uma indústria de mineração mais limpa

Uma das vantagens que Elon Musk coloca sobre a mesa é que a operação de consenso Doge é muito mais amigável ao meio ambiente do que o Bitcoin porque não exige tanta energia.

“Idealmente, o Doge acelera o tempo de bloqueio em 10x, aumenta o tamanho do bloco 10x e diminui a taxa em 100x. Depois, ele ganha com facilidade.” 

Diante dessas preocupações, Michael Saylor, CEO da empresa de consultoria MicroStrategy, interveio e conseguiu aproximar  Elon Musk de um grupo de mineradores para criar o Bitcoin Mining Council. Esta organização procurará promover energia barata e renovável para reduzir o impacto ambiental da mineração BTC.

Considerando que as emissões de CO2 do blockchain Bitcoin são estimadas em cerca de 57 milhões de toneladas métricas, poderia ser uma boa ideia para Tesla deixar de receber dólares americanos (que é 10x mais poluente) se as preocupações ambientais forem realmente suficientes para mudar um dos métodos de pagamento aceitos pela Tesla. 

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