Bitcoin é forte e a Lightning Network é desnecessária

Apesar de o Bitcoin ser considerado uma das tecnologias mais disruptiva de todos os tempos, ele apresenta algumas características que para muitos são falhas do criptoativo. De fato, a escalabilidade é de longe o “problema” mais discutido. Sendo assim, é o que os programadores correm para resolver de maneira mais rápida.

Uma das saídas encontrada para resolver esse problema é a Lightning Network. Em resumo, LN é uma rede que se define como descentralizada. Ela utiliza a funcionalidade de contratos inteligentes no blockchain para permitir pagamentos instantâneos em uma rede de participantes. A LN é a promessa de trazer para o Bitcoin bilhões de transações por segundo e com baixas taxas.

Contudo, no decorrer dos anos ela não teve uma boa aceitação e ainda trouxe alguns problemas. Em 2019, por exemplo, um desenvolvedor da rede afirmou que havia um bug que permitia o roubo de fundos dos usuários. O que abalou a comunidade é que mesmo após o erro ser encontrado ele foi mantido em silêncio.

Por causa de todo esse caos é fácil de entender o motivo de muitos acharem a LN desnecessária ou até mesmo um problema para o Bitcoin. Além disso, a visão de que 2020 será um ano positivo para a rede, mesmo com a equipe de desenvolvimento da Lightning Labs anunciando uma rodada inicial de financiamento (Series A) de US$10 milhões, é no mínimo duvidosa.

Em contrapartida, temos o Bitcoin que trará o evento mais aguardado de 2020, o halving. Apesar de o BTC não ser o único ativo digital que terá redução esse ano, pois Bitcoin Cash e Bitcoin SV também terão, a do criptoativo rei será, sem dúvida, a mais significativa. De acordo com o estrategista Tone Vays, o halving do Bitcoin SV, em 9 de abril, é tão insignificante que não afetará em nada no BTC. Por outro lado, o do Bitcoin Cash, em 8 de abril, pode aumentar o hashrate do Bitcoin em um ou dois pontos percentuais.

Conforme temos observado no mercado, o hashrate do Bitcoin tem aumentado desde 13 de fevereiro. Somente a partir de 5 de abril, o hashrate do BTC registrou 114.485E. Uma vez que a visão de Vays se confirme, os mineradores terão mais um motivo para se alegrarem. Ademais, é importante lembrar que os três criptoativos compartilham o mesmo algoritmo, SHA-256. Dessa forma, há uma facilidade para os mineradores trocarem seu poder de hash para o ativo mais rentável, pois o Bitcoin ficará pelo menos um mês recompensando 12,5 unidades por bloco e não 6,25.

Contudo, a migração dos forks para o ativo original acarretará um aumento de dificuldade para o Bitcoin. Isso pode reduzir as margens de lucros para os mineradores. Mesmo com as margens de lucros reduzidas, é provável que o BTC ainda seja o escolhido por muito tempo. Já a Lightning Network ainda terá que se mostrar muito mais resiliente para ter alguma força frente ao criptoativo que conquistou seu espaço.

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