CBDCs não são privados e são piores que contas bancárias

Logo após a China apontar seu desejo de criar uma moeda digital do banco central, ou CBDC, muitos países começaram a ir nessa linha. No entanto, a ideia de um dinheiro digital como esse choca a todos do mercado blockchain que prezam por descentralização.  Adam Back, CEO da Blockstream, por exemplo, além de ser um defensor do bitcoin, é um grande crítico dos CBDCs. 

De acordo com Back, as moedas digitais dos bancos centrais são piores que as contas bancárias. Conforme observado pelo empresário, o Bitcoin é um “dinheiro a político, ao portador e inapreensível”. Por outro lado, os CBDCs não passam de mais um sistema de controle governamental. 

Sendo assim, Back enxerga a versão digitalizada da moeda fiduciária pior que o papel-moeda, que as stablecoins e muito pior que a criptomoeda primária.  

O do ex-diretor de estratégia da Blockstream, Samson Mow, concorda com a visão de Back. Só para exemplificar, na fala de Mow na Conferência de Liderança Asiática ele apontou que  a motivação em torno dos CBDCs não é facilitar as transações de forma confidencial. 

Além disso, o investidor pensa que há uma necessidade de voltarmos para um dinheiro apolítico e a melhor maneira de fazer isso seria adotando o bitcoin como moeda legal, da mesma forma que El Salvador. 

“Os bancos centrais poderiam fazer isso corretamente se implementassem um CBDC que fosse privado e tivesse uma maneira de realizar transações confidenciais. Mas essa não é a motivação para um CBDC. Mesmo no Canadá, o banco lançou um anúncio de emprego procurando engenheiros para construir um sistema, e o resumo foi, queremos uma moeda digital do banco central que seja privada, mas não muito privada. Então, eu simplesmente não consigo ver isso acontecendo de uma maneira correta”.

Países que estão implementando os CBDCs

Sem dúvidas, o grande destaque dessa arena é a China. Afinal, o país asiático possui cerca de 250 milhões de carteiras digitais registradas usando a versão digital do Yuan. 

Logo atrás da nação populosa estão países como Índia, Japão e Coréia do Sul que se empenham nos testes-piloto.

Já Estados Unidos, Reino Unido e México estão demonstrando lentidão, se mantendo presos no estágio pesquisa.

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