CEO da Pantera Capital afirma que turbulência macroeconômica não afeta indústria de criptomoedas

  • CEO da Pantera Capital diz que turbulência econômica não afeta as criptomoedas
  • Empresa tem foco em protocolos e aplicativos DeFi
  • A baixa do mercado faz com que grandes investidores se afastem

De acordo com o CEO da Pantera Capital, Dan Morehead, é improvável que o terrível cenário macroeconômico, afete o desenvolvimento da indústria de criptomoedas.

O capitalista de risco acredita que, independentemente das condições indicadas pelas métricas de risco tradicionais, a tecnologia blockchain funcionará com base em seus próprios fundamentos.

“Como qualquer tecnologia disruptiva, como as ações da Apple ou da Amazon, há curtos períodos de tempo em que o mercado está correlacionado com o S&P 500 ou qualquer outra métrica de risco que você queira usar. Mas nos últimos 20 anos, elas vêm seguindo seu própiro caminho. E é isso que eu acho que vai acontecer com a tecnologia blockchain nos próximos dez anos ou o que quer que seja. Ele vai seguir seu caminho com base em seus próprios fundamentos.”

Pantera Capital tem foco em protocolos DeFi

A Pantera Capial levantou cerca de US$ 1,3 bilhão para seu fundo blockchain, com ênfase especial em projetos de escalabilidade, DeFi e jogos

“Estamos muito focados em DeFi nos últimos anos, pois o ecossistema está construindo um sistema financeiro paralelo. Os jogos estão ficando online agora e temos algumas centenas de milhões de pessoas usando blockchains. Há muitos projetos de jogos muito legais, e ainda existem muitas oportunidades no setor de escalabilidade”, acrescentou.

CEO da Pantera Capital diz que turbulência econômica não afeta as criptomoedas

Porém, a longo prazo, o otimismo contrasta com a queda real da afluência de capital de risco no setor. 

A esperança era que o inverno cripto estimulasse a consolidação do setor, mas os números revelam o contrário. Apenas quatro acordos com empresas de criptomoedas apoiados por VCs foram concluídos nos EUA.

O sócio-gerente da Symbolic Capital, Sandeep Nailwal, explicou que a baixa do mercado, fez com que até grandes players do setor se afastassem:

“Todo mundo esperava que as fusões e aquisições decolassem no espaço cripto à medida que entrávamos no recente mercado de baixa, mas ainda não vimos isso acontecer. Acho que a principal razão para isso é que a desaceleração atingiu o setor tão rápido e tão intensamente que mesmo as grandes empresas preparadas para realizar aquisições agressivas ficaram tão chocadas com o crash que tiveram que se certificar de que seus próprios balanços estavam em ordem antes de procurar oportunidades de crescimento em outro lugar.”

A FTX, exchange de criptomoedas, não parece ter sido afetada por esse problema. A empresa se envolveu em negociações com investidores para levantar US$ 1 bilhão. O objetivo é financiar aquisições adicionais durante o atual mercado de baixa.

“Temos visto as avaliações caírem das máximas pré-verão e você conclui que há muitas oportunidades por aí, especialmente no espaço CeFi. As avaliações baixas de diversas empresas nos fazem pensar que tudo está à venda agora. A FTX certamente sentiu isso e foi extremamente prudente para aproveitar essas condições de mercado para impulsionar seu crescimento”, disse Nailwal.

Parcerias entre empresas

Um anúncio feito no início deste mês pelo braço direito de investimentos da FTX, afirma que a empresa adquiriu uma participação de 30% na empresa de gestão de ativos SkyBridge Capital.

A plataforma canadense de criptomoedas Bitvo foi comprada pela FTX em junho.

Por outro lado, a empresa de comércio eletrônico Bolt, suspendeu os planos de adquirir a Wyre, uma empresa de infraestrutura de criptomoedas e pagamentos, depois do anúncio do acordo de US$ 1,5 bilhão.

A empresa de investimentos Galaxy Digital, desistiu da aquisição do custodiante de ativos digitais BitGo, semanas antes, citando uma quebra de contrato.

A BitGo entrou com uma ação legal contra  a Glaxy Digital pela quebra de contrato. Pediu mais de US$ 100 milhões em danos e acusando a Galaxy de “repúdio impróprio” e “violação intencional” do contrato de aquisição.

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