China concentra 65% de todo o hash do Bitcoin

Enquanto o Bitcoin se aproxima do próximo halving, a China entra mais forte nesse mercado. O país asiático sempre foi muito presente no meio blockchain. Como resultado, muitos pensaram que ele iria causar uma grande centralização no setor. Esse receio pode ser visto atualmente com a concentração de hash na China. De acordo com o mapa de mineração da Universidade de Cambridge, 65% de toda a capacidade do hash está na nação mais populosa do mundo.

Os dados estão embasados na localização geográfica e endereços IP que se conectam aos pools de mineração. Ademais, eles compreendem o período de setembro de 2019 a abril de 2020. Se você é noob no mercado de criptoativos e ainda não sabe o que é hash, faremos uma explicação rápida. Ele é o poder dos computadores conectado à rede do Bitcoin. O hash é responsável por produzir novos BTCs.

Como consequência da posição da China, ela consegue superar o poder de hash dos Estados Unidos de maneira gritante. Apesar de os EUA ser o segundo país com o maior hash global, ele representa apenas 7,24% de todo esse poder. Se o país norte-americano não consegue alcançar a China, os demais estão ainda mais longe. Só para exemplificar, o terceiro lugar da Rússia, é responsável por apenas 6,9%. Enquanto isso, Cazaquistão, Malásia e Irã representam 6,17%, 4,33% e 3,82%, respectivamente. Já o restante do mundo é responsável por meramente 6% do hash. Surpreendentemente, Canadá, a Alemanha, a Noruega e a Venezuela contribuem com apenas 1% de todo o hash.

Qual o grande atrativo da China?

Certamente a eletricidade barata da China é um grande convite para os mineradores. Segundo os dados apresentados pelo Bloomberg em 2018, a tarifa máxima industrial de energia elétrica na China é de US$0,13 por kWh. Dessa maneira, o lucro com o Bitcoin se torna muito atraente no país. A localidade de maior concentração de hash na China é o território de Xinjiang, com 35,76%. Contudo, mesmo com uma contração tão grande, a centralização da China tem diminuído aos poucos. Em janeiro, por exemplo, ela tinha 72,82% do hash.

Conclusão dos dados da Universidade

A universidade afirma que os dados podem não ser totalmente representativos, pois constituem pouco mais de um terço do hash global. Além disso, os dados são fornecidos por apenas três pools de mineração de Bitcoin e todos têm sede na China. Assim sendo, a universidade irá buscar dados adicionais na Rússia, Washington e Canadá para que os próximos relatórios sejam mais precisos.

Halving pode impactar o poder de hash na China

O próximo mapa realizado pela universidade também pode ser afetado pelo halving do Bitcoin. O evento certamente irá intensificar a competição pela captura de hash. Assim sendo, uma mudança de poder pode ser vista e a China perder a posição que carrega durante anos.

China vs Estados Unidos

Esse reinado pode ser tomado pelos EUA. Enquanto a China domina o hash, o país norte-americano representam o maior número de computadores executando os famosos nós de Bitcoin em 19,10%. Em contrapartida, a China aparece apenas em oitavo lugar com uma porcentagem de 2,02%. Ou seja, até no mercado blockchain China e os Estados Unidos sustentam uma grande disputa.

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