Coreia do Norte suspeita de usar criptomoedas para lavar dinheiro!

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A Coreia do Norte é suspeita de usar uma empresa de blockchain de Hong Kong para lavar dinheiro, de acordo com um relatório trimestral do Comitê de Sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Apesar de haver notícias que o próprio governo norte-coreano busca criar sua própria moeda virtual, há várias evidências que levam a acreditar que há atividades suspeitas dentro do território norte-coreano sobre as transações financeiras envolvendo criptomoedas.

A criação da sua própria criptomoeda

A Coréia do Norte está nos estágios iniciais de desenvolvimento de sua própria criptomoeda, de acordo com um relatório da VICE. Um representante do regime disse à VICE que o objetivo da criptomoeda é “evitar sanções internacionais e contornar o sistema financeiro global dominado pelos EUA”.

“Ainda estamos nos estágios iniciais da criação do token. Agora, estamos na fase de estudar os bens que lhe darão valor”, disse Alejandro Cao de Benos, delegado especial do Comitê de Relações Culturais da República Popular Democrática da Coréia. Cao de Benos também acrescentou que a criptomoeda não seria uma vitória norte-coreana digitalizada, mas sim “mais como bitcoin ou outras criptomoedas”.

O governo norte-coreano não é estranho a criptomoedas. No entanto, surgem notícias que o próprio governo estaria lavando dinheiro para evitar as sanções promovidas pelos EUA.

Lavagem de dinheiro

Conforme relatado pela agência de notícias sul-coreana Chosun na quarta-feira (06/11), o comitê da ONU descobriu que a Coréia do Norte usou a empresa de transporte marítimo e logística baseada em blockchain Marine China para contornar as sanções internacionais por lavagem de criptomoedas roubadas.

Um homem chamado Julian Kim, sob o pseudônimo de Tony Walker, que era o único proprietário e investidor na Marine China, tentou sacar dinheiro dos bancos de Cingapura várias vezes, segundo o relatório do comitê.

O comitê disse ainda que as criptomoedas que a Coréia do Norte roubou no ano passado foram trocadas por dinheiro com pelo menos 5.000 transações separadas em vários países, tornando “difícil de rastrear”.

A Coréia do Norte aplica o “spear phishing”, a prática fraudulenta de enviar e-mails de um remetente conhecido ou confiável para levar as partes alvo a revelar informações confidenciais, por seus ataques, de acordo com o relatório do comitê. Dezessete países foram alvo da Coréia do Norte nos últimos três anos, resultando em mais de US $ 2 bilhões em perdas, de acordo com o relatório do comitê.

Dinheiro usado para financiar o programa nuclear

Apesar da justificativa usada sobre a alegação de evitar as sanções que foram colocadas, há várias investigações dizendo que este dinheiro estaria sendo usado para financiar o programa nuclear do governo norte-coreano.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) aparentemente emitiram um relatório detalhado sobre como a Coréia do Norte arrecadou cerca de US $ 2 bilhões com hackers em bolsas de criptomoedas e instituições financeiras para financiar seus programas nucleares.

O relatório detalhado indica que a Coréia do Sul foi a mais atingida pelos ciberataques norte-coreanos com dez vítimas, seguidos pela Índia com três e Bangladesh e Chile com dois cada, conforme reportado pelo South China Morning Post. A organização intergovernamental está investigando 35 ataques cibernéticos na Coréia do Norte em 17 países.

Os hackers norte-coreanos usaram três métodos para realizar esses ataques: 1. Via sistema SWIFT (Sociedade para Telecomunicação Financeira Interbancária Mundial), “com computadores e infraestrutura de funcionários bancários acessados, para enviar mensagens fraudulentas e destruir evidências”; 2. Roubo de criptomoeda “através de ataques a trocas e usuários”; e 3. “Mineração de criptomoedas como fonte de fundos para um ramo profissional das forças armadas”, segundo o relatório.

A troca de criptomoedas sul-coreana Bithumb foi atacada pelo menos quatro vezes, levando a uma perda acumulada de mais de US $ 50 milhões. Os especialistas da ONU também investigaram casos de “cryptojacking” nos quais o malware é usado para infectar um computador e extrair ilegalmente criptomoedas.

O relatório detalhado da ONU segue um relatório resumido confidencial, segundo o qual a Coréia do Norte usou ataques cibernéticos “difundidos e cada vez mais sofisticados” para roubar os fundos de seus programas de armas de destruição em massa.

Com todas essas informações, espera-se que a ONU tome as devidas providências para que esses ataques sejam evitados, para proteger os usuários do sistema de criptomoedas, e para que o governo norte-coreano não seja mais capaz de desenvolver um projeto tão danoso ao futuro da sociedade atual como o programa nuclear.

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