Grande problema: Criptomoedas ainda são dependentes de dólares

Embora os criptoativos sejam algo que trouxe a liberdade financeira para os indivíduos, eles ainda possuem algumas limitações. A experiência do usuário não é de fato algo agradável. Além disso, as taxas de transações muitas vezes estão altas e a capacidade de avaliar riscos frente à inovação é inflexível. Todavia, a dependência de dólares pode ser um dos problemas mais graves dos ativos digitais.

Sem dúvida, você percebeu como as stablecoins foram bem recebidas pelo público dos criptoativos. Agora é possível se proteger das flutuações nos preços dos demais ativos digitais. Ademais, a estabilidade de preços significa que o comércio global não precisa mais ser obviamente impedido de integrar dinheiro programável em suas operações digitais.

Contudo, observamos que a força de dólares americanos está cada vez mais fraca. Só para exemplificar, as repercussões econômicas totais do fechamento de uma economia por muitos meses ainda estão para atingir seu ápice. Além disso, a dívida está sendo monetizado em grande escala e há uma enorme divisão de riquezas entre gerações e cidades.

A política dos Estados Unidos está tão quebrada que não está além da compreensão a possibilidade de um conflito civil estourar. Aliás, isso é algo que jornalistas e generais americanos contemplaram abertamente. Sendo assim, o dólar, que está atrelado à economia americana, também apresenta grandes fraquezas e o mundo já não olha para a moeda da mesma forma. Grandes analistas, por exemplo, já acreditam que o dólar está com o status de moeda de reserva ameaçado.

Certamente há outros ativos, como o ouro, para que as pessoas possam se proteger em um caso de queda séria do USD. É justamente isso que muitos afirmam que falta nos criptoativos. Apesar das qualidades do Bitcoin, ele ainda de fato não é um instrumento financeiro para proteção contra riscos políticos externos.

Criptoativos e Dólar

Infelizmente a esfera blockchain ainda trabalha com dólar em quase todas suas etapas. Embora muitos olhem para ativos digitais fortes como Bitcoin e Etheruem e pensem nos satoshis ou gwei, ao entrar em uma corretora vemos que o predominante ali ainda é o dinheiro fiduciário.

Como sair dessa dependência

Sem dúvida, stablecoins lastreadas em euro, como a Statis, por exemplo, podem significar a liberdade esperada. Todavia, o volume de ativos estáveis lastreados em outras moedas que não seja o dólar americano ainda é muito baixo. Dessa maneira, competir com o USDT, por exemplo, é muito difícil.

Se olharmos para a stablecoin DAI, da MakerDAO, veremos que ela teve que se adaptar ao dólar americano. No início, ela veio com o intuito de ser um ativo atrelado ao International Monetary Fund’s Special Drawing Right (SDR). No entanto, passou por mudanças e está lastreada no dólar atualmente. De acordo com Mariano Conti, ex-paroquial da MakerDAO, as pessoas pensam em dólares, não em SDR.

Será que o DAI é a resposta? Ela pode ser transferida para outra moeda?

“O protocolo é capaz de mudar sua paridade para seguir outra moeda, se necessário. Embora o processo provavelmente seja doloroso. Uma ideia melhor é emitir outra moeda, digamos EuroDai ou YenDai apoiada pela Dai. Em outras palavras, aproveitar o sucesso apoiando uma nova stablecoin com garantias já existentes”.

Apesar de stablecoins lastreadas em euro ou iene já serem possíveis, elas levariam tempo para ganhar a confiança da comunidade. Talvez levem mais tempo ainda para construir a experiência do usuário de centenas de dApps. Todavia, esse tempo pode ser algo que a economia não possui.

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