Lira libanesa agora vale um satoshi

Com o avanço do Bitcoin é natural que algumas moedas de curso forçado percam valor frente ao criptoativo. Afinal, ao contrário do dinheiro estatal, o BTC passa por reduções regulares. Isso faz com que se torne mais atrativo, pois dispensa a inflação de sua vida. Governos e bancos centrais, quando pressionados por crises, se empolgam na impressão de dinheiro e na destruição de sua moeda. Certamente isso já está sendo observado em diversos países. O Líbano, por exemplo, passa pela pior crise econômica do país na história moderna. Agora além do medo e da fome, o país enfrenta uma grande perda de valor de seu dinheiro que atualmente está valendo 1 satoshi (menor denominação do Bitcoin).

Como consequência do colapso econômico do país, a Lira libanesa despencou para novos mínimos nesta semana. Contudo, não é de agora que a Lira vem caindo. Ela perdeu 80% de seu valor desde outubro de 2019. Nessa época, protestos contra a corrupção estavam tomando conta do país. Ou seja, abalando a confiança dos indivíduos e investidores internacionais.

De acordo com Nicholas Taleb, autor de o Cisne Negro, o uso de criptoativos se faz necessário porque os bancos estão indo na contramão da realidade ao impor controles cada vez mais rigorosos em meio a uma crise financeira cada vez mais profunda.

Outras consequências da crise no Líbano

O Líbano é um grande importador de alimentos. Só para exemplificar, 80% de todos os alimentos do país são importados. Com o avanço da crise os preços dos alimentos aumentaram 56% desde outubro. Sendo assim, já em abril deste ano, metade do país estava lutando para encontrar alimentos básicos.

Além disso, outro fator que dificulta a obtenção de alimentos, é a escassez do dólar no Líbano. Muito do dinheiro americano está abandonando o país para ficar na Síria.

O uso de criptoativos no Líbano

Conforme observado nos dados da ResearchGate, o número de libaneses que vivem no exterior excede a população residente no país. Embora os dados sejam de 2014, eles mostram o quão necessário se faz o aprendizado dos indivíduos sobre criptoativos, pois eles dependem de serviços de transferência de dinheiro do exterior. Sendo assim, ficam dependentes da vontade dos bancos.

Em abril, por exemplo, o banco central libanês ordenou que as remessas ao exterior fossem pagas na moeda local a uma “taxa de mercado”. Essa decisão foi tomada com o intuito de evitar uma corrida bancária. Ou seja, as pessoas dependem de taxas altas para realizarem suas transferências e utilizam um dinheiro cada vez mais desvalorizado para isso.

Em contrapartida, o mercado de criptoativos apresenta a liberdade de enviar o ativo digital que quiser, para qualquer pessoa, em qualquer local e horário. Ademais, com taxas baixas, ou em alguns casos, taxas inexistentes.

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