Lula na presidência? Como isso impacta seus investimentos?

Sem dúvida, você acompanhou a notícia de que Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal, apontou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula. Sendo assim, anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, nosso intuito não é falar sobre política. Queremos te informar o que realmente está acontecendo e como isso pode impactar seus investimentos.

Entenda o que aconteceu

De acordo com Fachin, Sérgio Moro não era juiz natural de nenhum dos casos citados. Isso porque o ministro não vê relação entre os crimes praticados na Petrobras com as demais regularidades. Fachin informou que essa decisão não foi tomada ao acaso, pois em situações anteriores o STF já havia determinado que à Vara de Curitiba deve se encarregar exclusivamente de crimes relacionados à empresa estatal de economia mista.

É importante apontar que, apesar desse cenário, não há certeza de que Lula continuará elegível até o período eleitoral do próximo ano. Instâncias menores podem julgar novamente o caso. Contudo, o julgamento por outras instâncias pode ser algo remoto, pois caso a decisão de Fachin seja mantida, o ex-presidente deveria passar por condenações em primeira e segunda instância, esgotar todos os recursos possíveis em um curto período. Ademais, devido à idade de Lula, 75 anos, muitos crimes em que ele é suspeito podem se tornar prescritos.

Olhando esse cenário, muitos acreditam que Lula pode concorrer a algum cargo em 2022. A maior parte dos analista políticos estão apostando em uma possível candidatura ao Senado, pois seria uma visão política melhor que uma candidatura à presidência. Todavia, a possibilidade da última aposta é alta. Assim sendo, vamos analisar:

Como Lula na presidência impactará seus investimentos? O que esperar para o dólar e a bolsa de valores?

Na última segunda-feira (08), vimos que logo após a notícia, a bolsa terminou o dia com uma correção de -3.98%. Por outro lado, o dólar terminou com a cotação de R$5,78, ou seja, uma valorização de 1,67% no dia. Contudo, no momento da escrita do artigo, o câmbio já chegou ao alvo de R$5,87. Com o cenário político ainda incerto, é provável que vejamos mais correções na bolsa e mais valorizações no dólar americano até o período eleitoral.

De fato, o mercado, que ja não estava bem, se posicionou sobre a decisão de Fachin e, caso não haja uma mudança brusca de cenário, veremos o dólar cada vez mais próximo da marca de R$6.00 em breve. Não podemos esquecer que ainda há a possibilidade de interferência da Procuradoria Geral da República (PGR) na decisão de Fachin. A PGR pode recorrer e tudo ser revertido pelo plenário do Supremo.

Há uma terceira via?

Lembre-se que não é apenas o Brasil que passa por incertezas políticas. Estados Unidos também estão nessa arena. Sendo assim, você precisa se preocupar em ter uma terceira via de investimentos em seu portfólio. Bitcoin pode ser a escolha ideial. Só para exemplificar, logo após os EUA apontarem que iriam liberar um estímulo de US$1,9 trilhão para conter os danos causados pelo novo coronavírus, o BTC voltou a ser negociado acima de US$50.000. Além disso, ter o criptoativo em seu portfólio também é estar exposto ao dólar americano. Sendo assim, além de desfrutar do aumento do ativo digital, acompanha o crescimento da moeda dos Estados Unidos frente ao real brasileiro.

Não tome esse artigo como uma dica de investimento. O cenário pode mudar a qualquer momento. A decisão do ministro Fachin não era esperada pela maior parte dos analistas políticos. 

 

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