Muito além do preço. Veja o que o halving fará com o Bitcoin

Certamente um dos assuntos mais comentados a respeito do halving do Bitcoin é o seu preço. Contudo, algo crucial que muitos esquecem é a inflação do criptoativo. Logo após a redução, a taxa de inflação do BTC será menor que a média mundial das moedas de curso forçado. Isso deixa a dúvida: com a escassez do criptoativo a demanda realmente irá crescer?

De fato, o ativo digital ficará muito mais atraente, pois saíra de uma taxa de inflação de 3,65% para 1,8% após o halving. Só para exemplificar, a média de inflação mundial, apenas em 2019, foi de 3.41%. Somente a China apresentou uma taxa de 4,5%. Ademais, a meta da maioria dos grandes bancos centrais é de uma inflação de 2%. Ou seja, assim que a redução acontecer o BTC ficará muito mais atraente do que é atualmente.

De acordo com Mati Greenspan, a adoção do Bitcoin não precisa crescer para sustentar o preço atual. Satoshi Nakamoto sabia muito bem o que estava fazendo. Todavia, é importante lembrar que mesmo com uma inflação baixa o BTC precisa amadurecer muito e provar a si mesmo para ser uma reserva de valor fora da esfera blockchain. Isso porque os investidores não estão procurando um ativo deflacionário no momento.

Apesar de tudo isso, a cada quatro anos o Bitcoin realmente ficará mais admirável fora da visão de seus entusiastas. Se observarmos o Federal Reserve, por exemplo, veremos que está imprimindo mais dólares que nunca e que apenas em 2020 ele já imprimiu uma quantidade que não está nem respaldada em folhas de papel.

Federal Reserve será o grande vilão amigo da inflação?

Só para exemplificar, o Bureau of Engraving and Printing, entregou, somente em 2014, US$24.8 milhões de notas ao FED por dia. Dessa maneira, levaria anos para que o Federal Reserve imprimisse os trilhões de estímulos para os mercados financeiros. Isso supondo que todas as notas são de US$100.

De acordo com um usuário do Twitter, levaria mais de 2 anos para o FED imprimir os US$2 trilhões que afirmou ter criado no final de março. Assim sendo, o dólar criado é apenas mais alguns números em bancos de dados. Tudo isso mostra uma situação ainda mais preocupante. Mesmo que um cenário de muita impressão do papel-moeda seja perigoso, um ambiente onde ele nem sequer é impresso, pode acelerar ainda mais uma grande crise.

Conforme observado nos dados fornecidos pelo BeInCrypto, nos últimos dias de março, o FED estava criando US$60 milhões por minuto. Realmente o alerta vermelho deve ser ligado, pois, a criação de dinheiro desenfreada veio muito antes da pandemia. Aliás, no início de fevereiro, a oferta monetária já estava ultrapassando a de 2008. Além disso, bancos centrais ao redor do mundo também mostram sinais alarmantes, pois já estão comprando quantidades recordes de ativos.

Em suma, toda essa bagunça causada por bancos centrais fortalece ainda mais o Bitcoin. Mesmo que a inflação não seja a grande preocupação da população no momento, em breve sentirão em seus bolsos o peso de uma impressão descontrolada. Quando isso acontecer, o BTC estará pronto para recebê-los com uma criação finita de 21 milhões de unidades do criptoativo.

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