O que Vitalik Buterin pensa sobre o colapso da stablecoin da antiga Terra (LUNA)

Logo após o colapso do TerraClassicUSD (USTC), antigo UST, denominada stablecoin algorítmica da Terraform Labs, diversos nomes de peso do mercado de criptomoedas comentaram o assunto. Vitalik Buterin, criador do Ethereum, foi um deles.

O programador acredita que o ceticismo e o escrutínio dos protocolos existentes são “altamente bem-vindos”. No entanto, o jovem discorda da ideia de descartar permanentemente todas as stablecoins automatizadas. 

Relembre o USTC

O USTC nasceu como uma stablecoin apoiada pela Terra Classic (LUNAC).

Dessa forma, os detentores do “ativo estável” poderiam queimar suas posses para receber um dólar recém-cunhado através do token de governança. 

Sendo assim, um dólar em LUNA sempre era resgatável por USTC.

Essa fixação de mão dupla veio com o intuito de criar incentivos de arbitragem que mantivessem o valor de mercado do USTC em US$1,00 o tempo todo. 

Todavia, quando a pressão chegou no início de maio, o sistema passou por um colapso no valor do USTC e do LUNC.

A visão de Vitalik Buterin

De acordo com uma postagem no blog do rosto por trás do ETH,  existem outros modelos automatizados de stablecoin que são muito mais robustos tanto na teoria quanto na prática do que o USTC.

Só para exemplificar, temos a RAI, stablecoin automatizada apoiada por Ethereum

Em suma, as stablecoins RAI são cunhadas depositando uma quantidade supercolateralizada de ETH em um contrato inteligente. 

Neste contrato, dois  terços do valor do ETH são então recompensados ​​ao depositante.

Se o preço da principal altcoin  do mercado  cair para que o RAI de garantia não seja mais suficiente, ocorre um evento de liquidação.

O ETH depositado é então leiloado para outro comprar, depositando mais garantias.

“A segurança da RAI depende de um ativo externo ao sistema RAI (ETH), portanto, a RAI tem muito mais facilidade para encerrar com segurança”, explica Vitalik. 

O termo desacelerar, nesse caso, significa permitir que a RAI sofra declínios na demanda do usuário sem ameaçar a confiabilidade de um detentor da stablecoin para resgatar suas moedas de maneira justa.

Segundo Buterin, o USTC não tinha o mesmo tipo de confiabilidade. Afinal, o ativo colateral desse ecossistema falido tinha um valor instável, que era baseado na atividade dentro do ecossistema Terra. 

Ou seja,  uma diminuição na demanda por UST poderia diminuir a atividade no sistema. Isso diminuiria o valor de mercado do LUNC, estimulando os detentores a perder a confiança na stablecoin e trocá-la pelo token de governança, criando um feedback negativo.  

Mas o que uma stablecoin precisa ter?

Buterin apontou que criadores de stablecoins devem parar de basear suas suposições de segurança em expectativas de crescimento sem fim. 

O passo que deve ser dado é uma avaliação com base em circunstâncias estáveis ​​e pessimistas e na possibilidade de uma “resolução” segura.

Leia também: Tether lança stablecoin lastreada em peso mexicano

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